quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Penny sempre fora avessa aos sentimentos. Desapegar-se sempre fora fácil, gostar sempre fora difícil. Nunca havia sofrido e achava que toda essa história de amor era coisa iventada pela tediosa sociedade. Não achava ninguém especial, nem ela mesma.
Mas, como ironia do destino (ou não), apareceu ele! Ele, que por razão nenhuma podia fazer com que sentimentos despertassem naquele coração tão frio. Afinal, eles não gostavam dos mesmos filmes, não freqüentavam os mesmos lugares e, muito menos, admiravam as mesmas coisas.
Por diversão, o romance entre os dois iniciou-se. E então, Penny viu, assim como nos filmes e nos contos de fadas, fogos de artifício ao beijá-lo. O seu sorriso era constante ao lado dele ou, simplesmente, quando pensava nele. A saudade era a mais intensa, mesmo que apenas por alguns instantes ficassem longe.
E hoje, anos depois, Penny termina um outro namoro. E chora. Não pelo fim, mas pela ausência de sentimentos. A cruel realidade é que os sentimentos que ela tanto lamentava por não sentir, ainda eram DELE. O seu sorrir só era sincero quando lembrava dos momentos e sua saudade só era intensa quando ouvia alguma música parecida com a história dos dois.
Entre todas essas lágrimas ela pôde entender, enfim, que o amor é isso...aquilo que não se destrói apesar do tempo e por mais que a razão insista.

3 comentários:

Renata Belmonte disse...

Beijos para você também, querida!

Neal Cassady disse...

Seria Penny uma das muitas facetas de Carina?
Seria ela uma lembrança de algum momento de sua vida?
Uma idealização de si mesma?

Essas e outras respostas no próximo episódio...

Huahauha

Muito bom!
Eu adoro esses contos que você escreve.
Estou explorando seu Blog ainda.
Talvez comente textos mais antigos!

Beejo!

Luíza disse...

essa definição de amor eu não conhecia, mas concordei assim que li.
Beijos