segunda-feira, 9 de março de 2009

Amam-me

Eles me amam mesmo que eu não dê nada em troca ou não retribue esse amor. Eles me amam feia, desarrumada, gorda, estressada, frágil. Eles me amam quando pareço ser indiferente para todo o mundo. Eles me amam quando eu sorrio, quando choro... Eles me amam por ser quem eu sou, por eu querer ser alguém que não sou. Eles me amam nos erros, nos acertos. Eles me amam quando traço meu caminho, mesmo que discordem. Eles me amam ainda mais quando estou perdida, sozinha. Eles me amam quando peço colo, até quando recuso carinho. Amam-me quando sou criança, adolescente, quando quero ser mulher...
Eles me amam olhando nos olhos, amam-me com o aperto doído da saudade, amam-me com o abraço quente, amam-me gritando, amam-me em silêncio. Amam meu andar, entendem minha ausência. Sentem a dor de cada lágrima que escorre no meu rosto, se desesperam por não poderem controlá-las.
Querem-me feliz, me dão centenas de oportunidades para isso e, o melhor, deixam-me escolher. Um amor libertário, um amor que nunca me deixa, que me possui mesmo em liberdade.
Eles me amam, simplesmente. Com toda a intensidade da palavra!

Aos meus pais, que fazem falta. Aos meus pais, que me ensinam o mais puro e sublime amor.
Eu os amo, imensuravelmente.

2 comentários:

Kálylla Ribeiro disse...

"Mas o amor, em tamanha intensidade, sabe fazer da dor, felicidade"
(W. Shakespeare)

Victor disse...

Os opostos são o meio,mas o amor não tem oposto,ele é infinito,mas traz dor,assim como tudo que é grandioso,precisa sofrer um pouco,para "amorecer"...